Implante dentário: para que serve?

25 de fevereiro de 2015 14:51
   


Veja em que situações o implante dentário pode ser usado para substituir dentes perdidos. Conheça os componentes do implante dentário, sua técnica de instalação e os tipos de próteses (dentes artificiais) utilizadas para reabilitar um paciente com ausências dentárias. | Sempre consulte um dentista para esclarecimentos e adaptações individuais ao seu caso.

Compartilhado por: ConsejoDentistasprodução: Consejo General de Colegios de Dentistas de España | sinopse, tradução e locução: RBC | tradução e legendas: EAN

a transcrição do áudio traduzido.

Os implantes dentais são uma boa alternativa para repor dentes perdidos ou ausentes, bem como para dar suporte a reabilitações fixas ou removíveis. De um modo geral, podemos dizer que os implantes são raízes artificiais.

Em sua maioria, os implantes dentais são compostos de titânio puro. O titânio é um material bio-compatível, que se une ao osso física e quimicamente em um processo denominado “osteointegração”. Essa propriedade o torna um material adequado ao uso em medicina, por exemplo, em casos de traumatologia.

Antes de colocarmos um implante, precisamos conhecer a forma e as dimensões do osso em que esse implante irá se alojar. É importante que o osso tenha altura e largura suficientes para receber o implante. Normalmente, é necessário realizar um exame radiológico, similar a uma tomografia computadorizada, que nos dá informações precisas sobre o osso disponível e nos permite escolher o tamanho exato do implante a ser utilizado. Se o osso existente não for suficiente para receber o implante, uma cirurgia de regeneração óssea pode ajudar a resolver alguns casos.

Uma vez definido o implante adequado, realizamos a sua instalação. O procedimento é realizado na clínica sob anestesia local, tal como outros tratamentos odontológicos.

Terminado o procedimento, coloca-se uma tampa de cicatrização sobre o implante. Essa tampa é mantida durante o período de osteointegração, que pode durar de 3 a 6 meses, dependendo do caso e da localização do implante. Durante esse período, o osso cresce em íntima conexão com o implante, gerando uma estabilidade capaz de suportar as cargas produzidas durante a mastigação.

Uma vez transcorrido o tempo de osteointegração, passamos à fase protética, que é realizada em várias etapas. São realizadas moldagens para a confecção de um molde que nos permite produzir uma prótese individualizada. Além disso, são realizadas várias provas e ajustes antes da colocação final.

Nos casos em que foram perdidos vários dentes, a reabilitação pode se dar por meio de pontes apoiadas sobre implantes. O processo é igual ao descrito no caso anterior, com a exceção de que as pontes também repõem as peças dentais intermediárias. Desse modo, com apenas dois implantes podemos repor três dentes.

Quando a exigência estética é muito importante e sempre que as condições ósseas permitirem, é possível colocar dentes provisórios de forma imediata após a inserção dos implantes. Esses provisórios têm apenas funções estéticas e não podem – nem devem – ser utilizados para mastigação, já que a existência de cargas excessivas durante a osteointegração do implante poderia prejudicar esse processo. Uma vez transcorrido o tempo da osteointegração, as próteses definitivas podem ser instaladas.

Em paciente desdentados, os implantes podem ser de grande ajuda. Em muitas ocasiões, é possível conseguir uma boa retenção da prótese com apenas dois implantes. Os elementos que melhoram a retenção podem ser de vários tipos dependendo das exigências de cada caso, e oferecem uma maior ou menor retenção em função do seu desenho.


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